sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Theodora 3
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
lucas
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
na parede do banheiro
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
gatos pretos de olhos de bola de gude
já foi
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
nome nenhum
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
vickk
domingo, 5 de dezembro de 2010
canadés
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Theodora 2
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Theodora 1
decoração japonesa
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Elisabeth 2
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Elisabeth 1
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A lua me verá
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Meus queridos
Estou escrevendo essa carta desde longe, porque lendo e relendo textos, recebendo abraços e mensagens, percebi que não fui clara com relação ao que eu realmente sinto sobre vocês, e seria muito torturante não explicar-lhes melhor, antes que desistam logo disso.
O que eu queria mostrar é que eu parecia estar indo embora, mas isso não me deixa mal porque eu sei que não estou. Que estamos todos em uma correnteza só, sendo levados sempre pro mesmo caminho, mas agora uma onda me desviou um pouco de perto de vocês. Se esticassem o braço, me alcançariam, e poderiam puxar-me para junto outra vez. Até que a onda não se desfaça, vocês estarão pegados uns nos outros, como antes eu também estava, e eu estarei a um metro de vocês, por mais que eu tente ir contra isso. Não sei se essa metáfora foi realmente compreensível. Quero dizer que eu estou aqui agora, e vou estar depois, como estive antes. Só estou um pouco distante, por alguma onda que nem sei porque nasceu.
E é por isso que não fico triste. Fico triste por vocês pensarem que a onda me levou pra outro mar, o que pode parecer, se não olharem pro lado um pouco mais ao lado. E fico triste quando pensam isso porque isso os magoa, e tudo o que eu sempre quis por menos foi magoar a vocês, que já são tanto eu quanto os meus braços, pernas, nariz, boca, olhos, coração, ser.
Eu não estou indo embora. Acreditem, eu sou antiga. Eu fico sempre no mesmo galho da mesma árvore, que já secou e renasceu tantas vezes. E mesmo que algumas folhas ou ondas atrapalhem nossos olhares de se tocarem, eu quero que vocês sintam.
Quero que quando estiverem na água, e uma onda me levar por algum tempo para um metro mais ao lado, quero que ao invés de olhar, sintam meu calor ali, perto de vocês e acessível, sempre. Mesmo que um pouco mais distante.
Porque desde um certo dia ensolarado, vocês foram juntando todos os cacos que sempre insistiam em cair de mim, e foram colando tudo, com tanta boa vontade, com tanto amor, com tanta bondade, que eu me tornei um novo mosaico. E nesse mosaico estão vocês e um certo gatinho.
Mas esse gatinho precisa de um texto à mais, porque eu o deixei com frio, sem secar suas lágrimas noturnas.
de pelagem listrada
domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Leonina
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Winter
sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
eu não quero despedidas
Descalça
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Flora
Eu copiei um modelo de uma casa de bonecas. Eu as amo! A propósito, lá em cima tenho uma coleção. Eu deixo você brincar lá, depois. Quer um chá? Deixe-me ver, tenho de frutas vermelhas, chá preto, erva doce... Uma infinidade de sabores. Hm? Morango? Claro que sim. É um dos meus favoritos. Eu mesma os preparo e ponho nesses saquinhos. O que? Ah, sim, é muito rápido. Hm... Você estava me contando alguma coisa, não é? Ah, sim, estava falando sobre as flores! Fale-me mais sobre as minhas pequenas. Você também as acha mágicas?
Lindas. Cada uma, em seu tom, cheiro e sabor. O que? É claro que sim! De que acha que se fazem os chás? A propósito, tenho chá de cada espécie de flor do mundo. Rosas, Lírios, Margaridas... O que? Claro que sim, adoro! Minhas preferidas? Lírios. Lírios laranjas. Ah, deliciosos!
Me desculpe se perco o fio da conversa, é que faz tempo que não recebo crianças aqui em casa. Elas me abandonaram, sabe? Lançaram esses video-games, computadores, televisores... E as fadas? Aparecem mal retratadas nas telinhas, enquanto eles perdem a oportunidade de conhecer uma de verdade. Me diga, você assiste televisão?
Não acha uma bobagem? Ficar parado vendo um mundo falso rodar, enquanto o jardim lhe espera lá fora! Eu não gosto.
As bonecas me segredaram o mistério da coisa. Disseram que algumas pessoas sonham em entrar nos aparelhos. Bobagem! Nem sabem que já estão lá há muito tempo. Nem sonham! Nem pensam...
Sim? Pode se sentar naquele sofá. Confortável, não? Fiz com algodão do jardim. Uma delicia! Tome, espero que goste. Não beba rápido, está quente. Isso.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
não é real
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Já era tarde, e eles continuavam ali.
Nenhum dos dois estava dormindo, mas fingiam. Mantinham os olhos fechados e a respiração profunda, abraçados no sofá. Estavam disfarçando para si mesmos o que estava acontecendo.
Na outra sala, os amigos dormiam profundamente, cada um em um colchonete.
“Talvez seja hora de irmos deitar. Não está desconfortável?”
Ele se chama Ferdinand. Carregava o nome como um fardo, desde que nascera. Ninguém o levava a sério.
Não era um completo solitário. Tinha o clube do livro, os amigos virtuais e aqueles que estavam no quarto ao lado. E tinha ela.
Ao contrário do de sempre, ele nunca tinha realmente pensado nela antes. Nem ela nele. As coisas simplesmente aconteceram assim, rápidas. Para os dois.
Quando cresceram, surpreenderam-se com a quantidade de pessoas que não acreditavam em amor mútuo ao acaso. Mas isso é uma coisa que vai longe demais. Começa nos filmes de maçã do amor, e acaba nos olhos de quem ouve.
O fato é que eles estavam lá, encolhidos em um sofá onde cabiam mais quatro, e ele, depois de tanto tempo, conseguira sair daquele jogo de fingimentos e dizer alguma coisa.
“Você gosta?”, ela perguntou, como se não tivesse ouvido a pergunte dele.
Tinha essa mania: na maior parte do tempo, ignorava as perguntas comuns, e soltava alguma loucura. Por exemplo, se você perguntasse a ela qual era sua cor favorita, ela poderia demorar horas te respondendo. Mas se lhe perguntasse como fora seu dia, ela te perguntaria qual era a sua cor favorita.
Cada amigo seu tinha lhe repetido a cor favorita mais de cinco vezes, mas pareciam não perceber o fato.
“Se eu gosto? Gosto do que?”
Naquele momento, ele gostava de quase tudo. Gostava da casquinha de pipoca no dente, do cheiro da garota que estava em seus braços, da garota que estava em seus braços, do fato de uma garota estar em seus braços, e da cor do sofá.
“Se você gosta da cor desse sofá. Eu sempre me perguntei que cor era. Mas sempre foi a minha cor favorita. E sempre que me perguntam qual é a minha cor favorita, eu não sei responder. E eu acabo me enrolando e dizendo algo que não tem nada a ver com esse sofá... Na verdade, na grande verdade, eu gosto da cor desse sofá quando estamos sentados em cima dele. E quando você encosta a sua mão na minha desse jeito. E eu nunca tinha percebido isso antes, sabe... É estranho.”
Mais uma vez, ela estava fazendo um monólogo por uma pergunta que não tinha sido respondida. Era tudo muito confuso com Julia.
Quando ela era pequena, seu tio escreveu um pequeno livro de dez páginas infantil, intitulado “O que está havendo com Julia?”. E para Ferdinand e seus amigos aquele era um nome absurdo, porque nunca se podia saber exatamente o que se passava com Julia. Ninguém nunca tinha ido tão longe a ponto de conseguir ser respondido de verdade por ela. Nem mesmo a sua mãe.
“É... Eu gosto. Posso perguntar que cor é pra minha mãe, se quiser. Mas... Você gostava desse sofá antes de... Sabe, hoje?”
Se existia alguém inseguro naquele grupo, esse alguém não era nenhum dos dois encolhidos naquele pedaço de almofada. Os dois sabiam o que eram e o que não eram, e estavam acostumados com isso.
Quando crianças testaram muito bem seus limites e preferências. Uma vez tentaram ser alienígenas. Até hoje testam, embaixo dos lençóis. Mas isso ninguém sabe completamente, e você também não vai saber.
“É uma boa pergunta. Eu demoraria muito pra ter uma resposta pra ela, sabe. E acho que é porque eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Mas isso não quer dizer que eu não tenha sentido. E eu não sei se eu senti , se não pensei. Entende? É tudo muito complexo. Sabe, eu sempre gostei do jeito que você me pergunta as coisas. Quero dizer. Eu sempre gostei das suas perguntas. Me fazem querer dar respostas. Me sinto uma artista de rock sendo entrevistada. Talvez isso seja algum coisa que eu senti, mas não pensei.”
Ficaram em silêncio. Ele tinha medo de falar e incentivar um novo monólogo. Não que ele não gostasse. Ele tinha acabado de perceber que adorava ouvi-la falar tão abertamente. Pensando e falando, pensando e falando...
“... E não precisa perguntar pra sua mãe que cor é. Talvez a minha cor preferida eu não consiga ver, de verdade. Sabe? Agora esse sofá é a minha cor preferida, mas se eu levantasse e fosse me deitar, a cama seria... O que responde à sua primeira pergunta. Viu só? Você me faz falar.”
Eles não tinham se beijado. Estavam encostados um nos outros com as mãos dadas, e de repente perceberam que se amavam. Talvez desde nascidos. E isso era engraçado. Engraçado o suficiente para suprir a falta de beijos, por enquanto.
“Acho que isso é bom, não é? Bom. No final das contas, não sei se algum dia eu pensei nisso antes. Entendo o que você quer dizer. Talvez a gente tenha sempre sentido e pensado, e só não sabemos. Eu acho que eu moro fora de mim. Eu acho, agora, que eu moro em você. Talvez isso explique muita coisa. Talvez isso só gere mais perguntas.”
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Pintei-os.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Só a gente entende
domingo, 12 de setembro de 2010
Um eu de muitos sinônimos
(...)
Punição. Só uma forma bruta de enfiar pela güela algum tipo de bondades, dessas que vêem aos montes. O menino, coitado, plantava semente de ódio, pra nascer fruto de vingança. Acaba que quando se tenta engolir valores à força, regurgita-se os que se mantinham. O menino criava mais coisa ruim do que boa, dentro de si.
O erro se esconde em querer botar o bem e o mal por um todo. Ora veja, se o pai, que tanto nega a maldade do menino, fosse de todo bom, então não batia com tanta crueldade na criança. E o moleque, arruaceiro que só, se fosse de todo mal, não choraria de arrependimento depois. Nem criança seria.
Não dizem que eu, odiado por todos os que se dizem bons, o Faca Fria, o Hermógenes, o Treciziano, se fosse de todo ruim, não seria criado por Deus, e Deus, tão adorado como o Senhor, se fosse de todo bom não tinha me criado?
Deus e o diabo têm espaço em cada pedacinho de coisa, em cada canto da natureza, em cada Sertão. Cabe bem e mal em cada pedaço de folha, bicho, gente e rio.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Amor
Não é o suficiente, pra mim. Essa coisa de incorrespondencia, falta, sobra, mais, menos.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
vai entender
domingo, 5 de setembro de 2010
Starlight
Essa nave está me levando para bem longe
Pra bem longe das memórias
Das pessoas que se importam se eu vivo ou morro
Luz das estrelas
Eu vou estar perseguindo a luz das estrelas
Até o fim da minha vida
Eu não sei se ela vale mais
Segurar você em meus braços
Eu só quero segurar
Você em meus braços
Minha vida
Você eletrifica minha vida
Vamos conspirar para (dar) ignição
Todas as almas que podem morrer apenas para se sentir vivas
Mas eu nunca vou deixar você ir
Se você prometer não desaparecer
Nunca desaparecer
Nossas esperanças e expectativas
Buracos negros e revelações
Nossas esperanças e expectativas
Buracos negros e revelações
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
res pirar
Se é pra ser direta...
A máquina
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Me dói os olhos, que posso fazer?
domingo, 22 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Não sei um nome pra dar pra isso.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Não é chá
terça-feira, 17 de agosto de 2010
me dou conta
domingo, 15 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
fez-se noite
É claro que eu to afim
respire e engula
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Não é uma carta que se responda
romance demais
sábado, 7 de agosto de 2010
embaralhado
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O homem do sorriso
E agora que você arruinou tudo
fez-se dia!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
?
Se é que sou clara...
domingo, 1 de agosto de 2010
Ontem a noite
Cansei de pensar cinquenta vezes antes de tomar uma atitude, ou de deixar as coisas acontecerem. Cansei de me perguntar se é certo ou errado, se eu vou me arrepender ou se eu aprovo. Cansei de ficar esperando em qualquer coisa laranja, desconfortável e dura.
Não se engane, eu não cansei de você.
Mas cansei de ficar esperando uma flor, quando eu já desabrochei a muito tempo nessa espera. Cansei de te ouvir suspirar por qualquer coisa, ou de te ouvir falar daquele jeito que tanto me dói, e não dizer nada. Cansei de ter que dar um passo pra frente e dois pra trás, quando você está a tantos quilometros de distância.
Cansei de disfarçar, já que você já sabe de tudo.
O tempo todo você sabia que me fazia chorar com aquelas palavras grossas, que me fazia delirar com seus abraços, e que me fazia escrever qualquer desabafo nesse esconderijo que eu nem sei mais se esconde alguma coisa.
Cansei. E vou lhe provar que você está errado.
Eu não estou mais atenta aos seus passos, não espero por você e nem desejo seus abraços com toda a intensidade de um ranger de dentes.
Eu vou sair pela porta no meu tempo, e vou esquecer de onde você está, e se você vem atrás de mim.
Mas eu não cansei de você, e nem esqueci. Te guardo nesse pote de tantas cores, e não há dúvidas que você vai ter a chave.
Só que as suas palavras não me dominam mais.