domingo, 22 de agosto de 2010

Isso tudo não é pra mim.
Essa coisa de impessoalidade, de falta de aviso e de mudança de planos. Ah! E essa coisa de movimento, dança, som alto, e loucura sóbria. Que isso! Nem pensar.
E agora, essa coisa de proximidade, intimidade, sem nem conhecimento! Deus é mais.
Eu sou mesmo é antiga! Velha não, nada de velha. Antiga. Daquelas que gosta dos textos no papel amarelo, da avó, de lápis mordido e de fotos em preto e branco. Filmes em preto e branco. Eu acho mesmo que essa coisa toda colorida não tem magia nenhuma. Vai entender.
Mas é verdade que essa coisa toda de ser antiga tem suas qualidades.
Eu tenho certeza que gente nova nenhuma pode sentir o que eu sinto quando chega uma caixa de chocolates em forma de coração. Quando chegam cartas - correspondidas ou não - cheias de sentimento e beleza. Quando se passa uma tarde bebendo alguma coisa fraca e conversando com aqueles amigos antigos, sobre música e tempo. E o chá das seis? E os livros incontáveis, e o tom de um por do sol?
Ah, eu prefiro mesmo é esquecer qualquer música alta, loucura sóbria ou "diversão" atual. Eu prefiro mesmo é escrever com um chocolate quente por perto, e uma lareira pro frio.

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