quinta-feira, 28 de julho de 2016

O mundo é imenso, eu me sinto perdida quando me sinto só. O meu entorno me aborrece, a superficialidade me entedia, o álcool me entendia e hoje me renega. A mensagem se repete, meus conceitos se perdem, nada pra me agarrar, nada que eu queira com todo o meu ser, o meu ser não sabe bem quem é. Onde fiz meu chão? Onde estive pondo meus pés? Vejo-me apagar, desinteressante ao esmo, atenta demais pra adormecer. O caminho se apresenta, se impõe, nada me segura. O único sentido é pra cima, o único sentido é só.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O QUE ELES PROPOEM



gostaria de manter a promessa que fiz a mim mesma, de dar significado a tudo isso aqui e tentar esticar meus textos até o ponto de identificação externa, dos outros. mas a inspiração não me toca dessa forma, ela beija meu ser por dentro e molha meus olhos quando precisam ser limpos. só posso ser assim.
o que me fode é o constante apontar de dedos, por um momento eu me canso das palavras, expressões, construções de imagens e sinto a necessidade de fechar as entradas de som e as saídas de ar. eu observo como o observar do discurso causa necessidade de reprodução, me rondo com as mesmas questões de sempre e entendo a idiossincrasia de cada uma, e por essa lei, as respostas perdem os significados. os caminhos das ideias parecem ansiosos por chegarem em conclusões e quando chego, duvido. o que sinto é real, mais real do que o que ouço, imagino, penso. só que a realidade de um sentimento desprovida de ideias é indubitavelmente momentânea. 
desprovido de ideia, o sentimento só é. desprovida de ideias, estou satisfeita. o desligar da mente me conecta com uma verdade que tem gosto, cheiro e forma de ilusão. por quê?

quanto mais afundo em mim, menos sozinha estou. quanto mais falo comigo, menos calo os outros. a necessidade de mostrar ser algo foi substituída pela necessidade de ser invisível. as definições de mim estão em constante atualização, as definições externas permanecem no fluxo de se tornarem cada vez menos necessárias.