quarta-feira, 22 de agosto de 2012

organismos heterótrofos: não são capazes de obter seus próprios alimentos a partir de substâncias inorgânicas simples. os heterótrofos utilizam a matéria orgânica contida no corpo de outros organismos para obter matéria-prima para seu crescimento, reprodução e reparação de perdas e a energia necessária para realização de seus processos vitais.

eu não consigo sozinha. será que é demais precisar da matéria orgânica presente no seu corpo?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

- Todos os homens têm de morrer, Jon Snow. Mas, primeiro, vivemos.

Ygritte, em A TORMENTA DAS ESPADAS
Às vezes, por uns milésimos de segundo, todo o meu ceticismo se esvai pelos ouvidos e eu chego a acreditar com todo o fervor em destino. E acredito que a única aula de espanhol do ano que eu queria assistir, eu tive que faltar. E acredito que eu mereço engolir o meu pedido sujo de desculpas, porque simplesmente, não é pra ser ou não está na hora. E que justamente quando eu queria sentar na janela de frente ao mar pra acreditar que eu sou o videoclipe de um dos meus cds favoritos, o ônibus tem que estar lotado, pra que eu me sinta uma sardinha.
Mas se for pra ser, então que fique registrado aqui: me desculpe. Por tudo. Eu errei, eu fui idiota, inconsequente, e talvez seja isso também uma prega do destino. Me desculpe por quebrar promessas e corações. Me desculpe por não ter resolvido tudo, como eu sempre faço. Me desculpe por mim, e por ser uma sardinha. Me desculpe por não ser a protagonista da sua história, mas por favor, por favor, não lembre de mim como a vilã.

terça-feira, 7 de agosto de 2012


 Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer

Brilhar, brilhar
Quase sem querer
 Deixar, deixar
Ser o que se é

No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos

E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs

Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

Eu canto, eu canto
Pra poder te ver
No céu, no céu
Como um balão

Eu canto e sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção

*
- Talvez seja um monte de sentimentalismo barato, mesmo. Esse negócio de se jogar do abismo ou descer de rapel. Talvez nem tenha abismo nenhum, talvez o abismo seja eu... Mas uma coisa é certa: ninguém está pronto pra enfrentar, nunca. Você só tem que ir... e dar o seu melhor.
- Isso é certo, eu e você sabemos. Mas o chão, um dia, chega. Não dá pra negar. E quando chegar? O que você vai fazer?



O chão sou eu que delimito.
Cansei, e dessa vez é de verdade. Há um milhão de certezas para serem seguidas durante a vida mas - talvez seja um pouco de audácia - eu não fui feita pra elas. Um caminho turvo e desengonçado pode ser desconfortável para alguns, mas ninguém melhor do que uma turva e desengonçada para segui-lo, né não?
Talvez um dia você apareça com todos os seus sonhos realizados, feliz e radiante, e eu ainda esteja suando, opaca... O que se pode fazer? Tem gente que não nasceu pra brilhar, ou que não compreende o brilho em si, e vê na escuridão o medo do desconhecido.
Eu nunca fui assim, não é da minha natureza ser. Meu corpo inteiro vibra quando chego na ponta do precipício, e minha alma repete como numa música:
- Se jogue...

... quantas vezes for necessário.