Ah, sonhos! Eu poderia colocar toda a culpa neles, mas eu sei que sou eu. No final das contas, sou sempre eu, e não há quem diga que isso é ruim.
Eu esperei, todo esse tempo, encontrar algo de que eu me orgulhe e que me faça sorrir. E as lágrimas que vem não fazem parte disso. Quem é que eu queria enganar, além de mim mesma?
Tem uma hora que você acha que se tocou, que o que está fazendo não é o que quer. Que é tarde demais pra voltar atrás, mas você pode mudar e tentar deixar o que passou por lá mesmo.
Mas aí você sonha de novo, e percebe que errou. Que não era isso, que o que você precisa mesmo é outra coisa, e que é melhor deixar tudo pra trás mais uma vez.
O problema é que agora eu não sei se é isso mesmo, ou se eu tenho procurar mais no meu sub consciente. Ou que não é nada.
Não é nada, não existe nada fixo. E eu sempre achei que precisava me fixar, sempre achei que precisava acordar sorrindo e me sentindo bem.
Quem pode dizer que não? Nem eu, nem você, nem Deus.
E isso me deixa pior.