terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu não sei nem mais o que falar, de tão parado que tudo está. Os mesmo jogos, os mesmos momentos, os mesmo encantos. Eu sei como tudo isso acaba. Eu sei que isso nem começa, e que talvez não me lembre mais daqui há uns anos.
Não tenho nem mais o que enganar. Não tenho mais como dizer que te amo, porque eu sei que não. Não tenho como dizer que isso é diferente, porque sei que não. Não tenho como dizer que vou melhorar, porque eu sei que não.
Então eu acabo não dizendo nada, mais uma vez. Porque é isso o que se passa: tudo. E eu continuo no nada, nada, nada.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eu me vesti de tantas formas, eu experimentei de tantos rostos, lábios e jeitos... Eu senti tantos perfumes, eu caí em tantas folhas, e em tantos braços e abraços... Eu chorei em tantos ombros, colos, em tantas lágrimas!
E ainda assim, eu voltei pro começo. Eu simplesmente apago com uma borracha todos os meus erros sem nem ao menos me arrepender deles. Nas minhas circunstancias parecia tão certo!
E eu sei. Eu sei que se fosse outra eu julgaria, eu enterraria os pés e lhe prenderia ao chão. Desejaria o que não se deseja e insultaria sem nem ouvir uma segunda vez.
Não consigo me arrepender. E quem vai dizer que isso é errado?