domingo, 1 de agosto de 2010

correspondencia

Se é assim, então que seja.
Mas o que eu sou não existe, porque se perde no infinito do azul, do verde, do marrom.
Vou lhe dizer: eu posso não ser o que seja, mas você é um pássaro. E pássaro nenhum pode ficar preso nessa gaiola em que você se encontra. Gaiola que está aberta, mas que você se recusa a sair.
Então, concluo que sem casca, não há nada. Há um espaço, um cheiro ou um sabor, tudo bem indefinido.
É como o vento. Você pode sentí-lo, ouví-lo e puxá-lo para dentro de si. Mas perdem-se as horas quando se tenta falar sobre ele.
Porque é a indefinição que me domina. E eu acabo sempre tomando chá com a dúvida naquela cabana de inverno. Quer você queira ou não.

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