quarta-feira, 4 de agosto de 2010

E agora que você arruinou tudo

Se é que ainda lhe guardo algum pote, te digo: está vazio.
Não posso falar de cores com quem enxerga em sépia, não posso conversar sobre amores e acontecimentos quando tudo o que você vê é que eu deveria estar te falando aquilo.
Me entende? Quando você me diz que você DEVERIA saber daquilo, tudo o que eu posso dizer é que ninguém deve nada a ninguém, nem fica devendo nem tem o dever.
E se sentimentos são assim como café quente, então por que é que eu não posso queimar a mão? Ou deixar cair um pouco da chícara?
Sem mais correspondências, que eu já vi que o que você absorve disso não é saúde, nem cor, nem importância.
Só uma última mensagem: se você me pede desculpas, então está sendo completamente injusto. Ou eu aceito e engulo essa mágoa, ou eu nego e te enfio mágoa pela güela.
Sem desculpas, correspondências ou deverias. Eu sou assim, quer você queira ou não.

Nenhum comentário: