quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se é pra ser direta...

Tenho que confessar que tentei de todas as maneiras possíveis responder a última coisa antes do trem.
Tentei pedir pra você ficar, tentei dizer que te amo, tentei alcançar seu trem - mais uma vez - e tentei lhe dizer o quanto senti isso que eu li.
Tentei de todas as formas me comunicar com você, mas seu maquinista se enganou. O trem já partiu há muito tempo, pra mim.
No final das contas, tudo pareceu egoísta demais, errado demais, inoportuno demais. Não quero desconstruir tudo o que foi construído nesse seu último adeus.
Fiz tudo muito mal feito e falei tudo mal falado, mal destroçado.
Acontece que eu não tenho trem. Eu vou andando de metrô prum lado e pro outro, assim... Sem decisão, sem ponto de partida e sem chegada.
Não consegui fazer ninguém entender o que eu sinto e o que eu penso sobre tudo isso. Talvez porque seja muito meu, ou muito nosso. Muito interno.
E eu usei os meus olhos - os únicos que eu tenho - pra ver o trem partir, pela última vez, cantando e dançando alto "A Letter To Elise" e me soltando de tudo o que eu te devia e tudo o que você me deve.
Sentirei saudades. Mas não há dúvidas: é uma era, é uma nova carta pra Elise, é um novo você e é uma nova eu.

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