terça-feira, 16 de novembro de 2010

Elisabeth 2

- Não pode me dar nem uma pista de quem você é? Quem sabe um olhar...
- HMMMMMMM
- Eu sei, eu imagino. Mas você entende? É muito arriscado... Talvez se eu soltar a sua mão você possa escrever na lama.
A menina que parecia um duende parecia querer andar de joelhos, mas as amarras estavam muito apertadas. Ela se sacudia violentamente, mas era inútil. No canto do quarto, Elisabeth havia encontrado uma navalha, que acreditara ter sido posta ali para desamarrá-la, mas a frase na parede a deixava muito confusa.
- Eu não sei o que pode vir da sua boca, me desculpe. Não sei se posso nem tocar em você!
Elisabeth chorava, cada vez mais. Não entendia. Não lembrava do dia anterior, e não tinha a menor idéia do motivo de estar presa ali. Estava com medo. Apavorada.

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