
Ela respirou fundo. Entrou no seu corpo todo o cheiro da festa. Suor, álcool, tabaco, sujeira, comida pisoteada, desastre;
Disse para si mesma que aquela era a última vez. Era o último desastre, o último porre, o último fora. Nunca mais tentaria ser jovem de novo, nunca mais seria olhada com olhar de desprezo, nunca mais tentaria chegar perto dele. É loucura demais para uma mulher de quarenta anos.
O coração pode não ter razões, mas ela tinha um cérebro pra ajudar. Não poderia fazer nada se estava irrevogavelmente apaixonada por um garotão, muito menos se, por mais que ela tentasse de outra forma, ele não quisesse nada sério com ela. Essa era a última vez que ela ficaria sentada, bebendo como uma esponja, cansada até os ossos, enquanto ele dançava agarrado a uma morena qualquer, que devia ser até mais jovem que ele.
Enquanto pegava seu Taxi, a unica coisa que pedia era nunca se apaixonar novamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário