Eu vou olhando, chegando perto, e vendo tracinhos e tentando reconhecer quem é. E parece que eu te conheço e parece que eu já te vi. E parece que você já foi pra mim alguém.
E aí eu acho que você não é ninguém, mais um dos que eu não noto, e parece que o seu cachorro já morou comigo numa cabaninha de inverno.
E eu vou chegando, pé ante pé, e você mostrando pedacinhos do seu rosto, e os óculos, e o cabelo molhado. E eu sem ter certeza de nada.
E acaba que eu fico lá na dúvida, tomando um cházinho com ela, que eu adoro é esquecer o que eu tenho certeza que lembro.
E uns dias depois, a dúvida vai embora, e eu fico lá, sozinha na minha cabaninha de inverno, até que alguém venha me puxar pra minhas obrigações, e eu vou e volto e você lá, num álbum de fotos.
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