sexta-feira, 11 de dezembro de 2015


Onde se esconde
O verdadeiro 
Verdadeiríssimo
parecer das coisas?
Onde você guardou o seu?
PROCURA-SE 
Prego cartazes nas ruas
nos olhares
no fundo 
do mar 
Por que há que se ter uma resposta?
Porque há que se ter uma resposta.
Vou atrás, e aí você acertou: vou só.
Me dispo (nho) de todas as roupas
e caminho pela areia
Um emaranhado de soluções possíveis
Se mescla de maneira confusa
E cria-se uma única-coisa-só
com sal e tensão superficial
por onde flutua meu barco 
e mergulham meus pés
Pulo pra dentro
Os olhos fechados
A respiração faz falta 
A angústia aperta
O pulmão grita
Os braços se movimentam e de repente
se está na superfície mais uma vez
No barco 
Na tensão
Su per fi ci al 
Os cabelos molhados, atrás
Os peitos rígidos, à frente
Os olhos molhados, aqui
A saudade
Porto dos lados

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