sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Toco minha mão na sua e percebo como é pequena e frágil. Arranho sua pele sem unhas, mordo sua carne sem força. Me sinto pequena nos seus braços, mas não de uma forma fraca. Me sinto como um pequeno pote de uma essência inebriante, como um pequeno fruto cheio de veneno (ou antídoto), como uma semente que tem dentro de si uma árvore inteira. Desabrocho quando você me toca, floresço. Escorrego para cima e para baixo, me faço de mola, me derreto e me contraio, me aperto e me solto. Subo. Desço. Danço. Fecho os olhos e entro em transe, abro os olhos e vejo amor. Em um segundo, as intenções mudam e eu estou completamente entregue. Sorrio sem pensar, me perco na sensação, me sento no poder e estremeço com vontade. É tão bom não ter o controle e se sentir segura. Respiro, ofego, rio, mar... Até acabar. Não dei nem tomei, fui e sou. As coisas acabam muito melhor no auge. Eu não me incomodaria de ter um pouco mais disso, é muito bom pra negar. Mas me sinto completa e satisfeita, me sinto real e segura, me sinto capaz e feliz. Sei que você sente também. Não há nada pelo que ser grato, há porque ser e só.
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