terça-feira, 22 de maio de 2012

S: Eu não gosto.
X: De que?
S: De silêncio. Eu fico desconfortável
X: Ouça o barulho do mar.
S: Não é desse silêncio que eu tô falando.
X: Esse é o ponto.


S: Você sente falta dela?
X: Todos os dias.
S: Eu também.

S: O que você vai fazer?
X: Eu ainda não sei... Acho que já fiz muitas coisas.
S: Acho que você já fez tudo o que podia.
X: É impossível fazer tudo o que se pode fazer. Uma coisa impede a outra... É complicado.

X: Mesmo assim... Eu acho que vou continuar tentando, sabe?
S: Nunca se sabe...
X: Mas acho que um dia eu vou saber. Existe algo nas estrelas... Esperando por mim. Eu sinto isso. Eu sempre fui muito cética, mas isso arde em mim de uma forma que meu cérebro não consegue controlar. Eu quero ir logo, mas algo me diz que eu ainda tenho que esperar, ainda não explodi, ainda não queimei o suficiente. Acho que uma explosão mudaria tudo. Acho que queimaria essa coisa preta que tem dentro de mim. Ou talvez isso que explodisse e queimasse tudo ao redor, deixando meus cabelos por último. Nunca se sabe, é...
S: ...
X: Eu sou uma incógnita, nada mais que isso. Todo mundo quer descobrir o que eu sou, mas está mais na cara do que parece: eu sou uma incógnita, e só. O não ser ou desconhecer nunca vai ser compreendido por quem nunca foi uma estrela.


S: O que você tá fazendo aqui?
X: Olhando.
S: O que?
X: Tudo o que se tem pra olhar.
S: É impossível olhar tudo o que se tem pra olhar.
X: Esse é o ponto.

Nenhum comentário: