quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

tom

Eu lembro. Lembro que não importava se as tardes eram insuportavelmente quentes ou chuvosas, ou se o cachorro latia de mais ou de menos. Tinhamos sorvete e o meu jogo favorito, e muitas horas de conversas dolorosamente sinceras.
Eu lembro de como aquilo me fazia bem, do quão perto estivemos um do outro e do quanto aquilo era diferente de todo o resto. E me fazia feliz ouvir de você que eu tinha mudado a sua vida, que eu tinha melhorado-a.
Talvez o motivo por tudo isso estar assim agora seja porque eu nunca te disse o quanto aquilo valia pra mim também. Talvez eu nunca tenha mostrado o quanto você era importante, o quanto eu precisava de você comigo. Talvez eu tenha sido muito dura, ou menos sentimental. Eu realmente não sei. Talvez eu só tenha que me acostumar com mudanças.
Pra mim as coisas precisam ser muito fixas, eu me vicio rápido. O fato é que eu também deixei as coisas irem a um ponto em que eu perdi as rédeas e os limites, e eu amo isso. Eu amo ter ido tão longe com você, e agora eu só queria que aquilo tudo voltasse. Mesmo nunca conseguindo te dizer isso.

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