segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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Eu tinha conseguido encontrar aquele equilíbrio perfeito, eu me sentia bem comigo mesma, o máximo que poderia me sentir. Eu gostava de sentir o vento no pescoço e sorrir, pensando que eu não sentia nada. Nada, nem uma gotinha.
Eu respirava fundo e checava: nem uma pontinha de dor, arrependimento, lágrima. E eu me sentia tão bem! Sentia orgulho por mim mesma, e pensava o quanto era bom não estar presa a nada, nem a você mesmo.
Mas me descobriram. E tão logo trouxeram um par de abraços e conversas de pura ilusão, pra me envolver naquela onda de novo. E agora eu fecho os olhos, respiro fundo, e só penso em querer voltar pra casa.
"Deixe-me ir pra casa. Casa é qualquer lugar em que eu esteja com você."

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