Tenho que admitir que esses dias não teem sido fáceis.
Tomou conta de mim um cansaço insuportável, irrefreável. Cansaço de tudo, de todos. Cansaço da rotina, das páginas, das teclas, das imagens, das dores, dos sentimentos, do calor e dor frio. Cansei. Cansei dos programas, das pessoas, das horas, das posições, das luzes, dos cômodos, dos incômodos.
Exaustão não seria nem a palavra certa, porque eu me cansei do que eu não vi, do que eu não fiz, do que não faço. Principalmente do que eu não faço.
Estou cansada de não ver nem fazer o que quero, estou cansada do que eu quero.
Estou cansada da doença, da saúde e da tristeza. Estou cansada de falar, de ouvir, de tentar, de conseguir, de desistir. Estou cansada de andar, estou cansada do sol, estou cansada da Lua, estou cansada do arroz, estou cansada do sangue, estou cansada de ver, de sonhar e de desejar tanto.
Eu estou cheia de tanto cansaço. Tudo o que eu queria era ficar no ar, flutuando, com as minhas meias coloridas, com um café quente e os olhos fechados, no infinito.
Eu estou tão cansada do fim.
Fim.
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