domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães

Hoje é o seu dia. Ontem foi um suporte para aguentar tudo o que viria a minha mente, hoje.
Hoje eu queria te agradecer, mais uma vez, por ter partido assim, devagar, de mansinho, me preparando dia após dia, para dias como hoje.
Faz tempo que não te vejo, quase um ano, pra falar a verdade. Porque você sabe, bem antes de você partir nós não nos víamos mais, apenas em sonhos.
O que eu sinto agora não é saudade. É só vontade conformada. Claro que se eu pudesse, te faria estar aqui, abraçada comigo, lendo as minhas cartinhas de sempre e chorando com elas, como você sempre fez.
Mas eu entendo que isso não vai acontecer, então eu não sinto falta. Não sofro por saudade, sofro quando me dou conta de que sim, realmente acabou, não haverão outros abraços, outras conversas, outros ombros como os seus. Pelas lembranças dolorosas que tenho aqui, nos meus cabelos, na minha pele, na minha boca.
Por ter te visto sofrer, quando isso era o que você menos queria no mundo. Por saber que você nunca escolheria ter me deixado, por saber que o nosso contato foi rompido por puro egoísmo universal.
Mas saiba que ainda vejo seu nome na noite, Estrela. E não importa o que aconteça, todo ano eu vou dar feliz dia das mães aos céus, e você vai me escutar.

Um comentário:

Tomás Sampaio Martins disse...

Que texto lindo sol. Gostei mesmo, prabéns.