O mundo pulsa, assim como pulsa o meu sangue, e pulsam os choques elétricos pelo meu corpo quando alguns olhares se cruzam.
Há algo que se encaixa muito bem em tudo o que sua boca diz, mas eu temo, me afogo em dúvidas e ideias passadas e confusas, um turbilhão de coisas que acontecem no tempo errado.
Pulso e repulso o que você diz, me sinto presa e imatura, talvez caótica demais.
Há algo no surreal que me atrai, há algo no impossível que me ilude, me ludibria facilmente. Me afogo no cheiro doce do seu perfume e me pergunto se há, agora, alguma ideia do que está certo ou errado. É tudo muito novo, eu nado na surpresa.
Um grande talvez me abraça e me pede pra ficar tranquila, mas eu não consigo. Eu pulso. Você pulsa. Pulsamos eu e você, em um ritmo despreocupado ao resto do universo.
E acima de nós dois pulsa uma estrela azul, que me pergunta: será que ele me viu nos seus olhos?
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