sábado, 23 de junho de 2012

dont jump

Sentei no chão gelado e tentei lembrar do que você me disse. Sim, eu sei que existem coisas no ar para serem aprendidas a cada momento, e eu sei que hoje não era dia pra limonada, mas eu não posso evitar ter acordado azeda. Ter ido dormir azeda... E azedar madrugada adentro.
Infelizmente, o contorno do seu discurso me amedronta. Infelizmente, existe aquela coisa frágil, que faz crac! quando eu ouço aquelas coisas... Aquele arranhãozinho no fundo da alma que você chama de desconfiança... e talvez seja.
Ou talvez esteja tudo errado, sabe. Duas pessoas podem estar na frente do mesmo carro, no mesmo momento, e serem acertadas de maneiras diferentes; é tudo muito claro pra mim, mas acho que você prefere se perder no escuro... E isso é injusto de tantas formas que eu nem consigo dizer, que eu nem consigo deixar de me sentir uma idiota.
Eu não consigo deixar de me olhar no espelho e me perguntar até onde isso vai, até onde eu quero que vá.
Quando estiver em cima daquele muro, pensando no que você me disse pensar, lembre que eu te liguei. Uma, duas, três mil vezes. Lembre que eu chorei duas vezes antes de dormir, e amaldiçoei o meu celular quatro. Lembre que o dinossauro de plástico estava mais gelado do que nunca.

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