é chato e repetitivo essa coisa minha de sempre perceber coisas chatas e repetitivas e clichês. mas, infelizmente, são algumas dessas coisas que me tiram o ar e me fazem querer escrever... e tentar me esclarecer pra mim mesma mais uma vez. eu nem sei mais porque escrevo, acho que é pra não perder essa conexão que eu tenho comigo, uma das poucas que ainda me resta. essa coisa que me faz gostar de mim e ao mesmo tempo me achar medíocre por não conseguir dizer as coisas do jeito que eu queria dizer ou tinha planejado... e já que eu passo tanto tempo comigo, me serve demais.
provavelmente esse vai ser um daqueles textos gigantescos que só eu leio (afinal, esse era o propósito inicial) e releio afim de entender o que acontece comigo e como eu estou me sentindo... porque dizer nunca é o suficiente. dizer é muito mais um desabafo urgente que sai mais rápido do que eu queria e mais lento do que eu esperava.
tudo isso foi um prólogo extremamente necessário para que eu peça desculpas a mim mesma por tocar nesse assunto outra vez: como o tempo passa rápido. como eu ainda não consigo me acostumar com isso, como as músicas me fazem lembrar o quanto passou e o quanto ainda está por vir... como as mudanças acontecem comigo e eu só me dou conta depois, por causa desse processo retardado da minha mente em entender o que está acontecendo.
365 dias passam muito rápido, e eu sempre tenho essa mania de fingir que não. as minhas escolhas provisórias me fazem mudar muito mais do que eu imaginava, porque eu finjo que elas são permanentes... até que tudo chega a um ponto em que eu não reconheço mais o que eu quero e pretendo fazer, como agora. o que é que eu quero agora, meu deus!? e eu sei que eu já escrevi antes que essa não é a pergunta certa, mas digo no sentido de estar certa de alguma coisa. até o pequeno "clac" tá ausente e eu não sei o que está fazendo com que eu me mova, além das correntes das minhas pseudo escolhas: feitas rápido demais, superficiais demais, bobas demais... minha pressa é uma amiga falsa que eu mesma adotei, só por preguiça.
é um mundo novo vindo, e eu não sei se estou acompanhada das pessoas certas pra que isso comece, se eu estou pronta, se quero que ele venha desse jeito... mesmo tendo escolhido cada pedaço dele. é como ter que fazer as malas pra uma viagem que eu quis fazer, mas não entendo nada direito e não conheço bem quem vai comigo... porque não conheço bem a mim, o tempo todo.
sinto falta de respirar fundo e me sentir certa e bem, feliz. odeio descer as escadas da insegurança de novo, quando eu estive tão perto de chegar ao topo. odeio essa sensação de que meu coração não bate como batia, e meus olhos não te reconhecem mais, e toda aquela coisa que me fazia chorar na letra do The Killers quando eu era só uma menina boba e assustada. me faz pensar que vou ser boba e assustada o tempo todo, e isso me deixa sufocada, asfixiada de mim.
as vezes começo a pensar que entrei demais em um universo que não é meu, não é onde devia estar, mas a areia já chegou até o pescoço e não sei como sair. uma necessidade enorme de sumir e não ser encontrada, de estar completamente só, eu e o nada, sem nem mesmo você.... as vezes eu acho que você é bobo demais.
essas coisas são difíceis de confessar e esse é outro ponto que me enerva. quando é que ficou assim? quando a gente deixou de poder dizer coisas um pro outro? eu não tenho medo da rotina, mas dos vícios dela. desses tratos que ninguém faz mas de repente estão lá: não faça isso ou não diga aquilo, sem mais nem menos. quando é que começou a magoar?
acho que tudo foi longe demais, alem do que eu queria e esperava pra mim. e, pra meu azar, o mundo não vai acabar.
3 comentários:
"e pra meu azar o mundo não vai acabar"
muito eu isso aí, rs
:):
Dá pra curtir o comentário de Lucas?
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