Essa não é a pergunta certa. Claro, a gente quer fazer muita coisa; a vontade é tão rápida quanto a velocidade da luz, mas de vontades à ações existem milhões de caminhos que poderiam mudar o mundo.
A pergunta também não é "o que você consegue fazer?" porque um corpo teoricamente saudável tem capacidades mil, uma imensa quantidade de possibilidades em si, esperando pra serem movidas; sinapses e mais sinapses que desenvolveriam a maioria das coisas que lhe pedissem, com o esforço devido.
O tamanho da vontade - assim como o da capacidade - nunca foram os reais requisitos para que uma ação seja tomada. Veja bem, o segredo está em encontrar o encaixe sublime que existe dentro de alguma parte do seu ser, aquele singelo "clac" de uma cordinha sendo solta que faz com que, involuntariamente, seu corpo movimente-se para aquilo, como se fosse a única coisa a se fazer no momento: uma obrigação que não foi ordenada por ninguém, mas entendida por todo o seu individuo como algo que você é e faz.
Não, é claro que não se pode viver assim a cada segundo, e eu infelizmente aprendi isso da pior maneira possível. Mas agora que você quer saber o que eu vou fazer com a minha vida, eu me nego a responder de qualquer outra forma. Não é mais uma questão de não querer outras coisas, mas de querer algo com tudo o que eu entendo como eu - e o que eu não entendo também.
E é óbvio que uma escolha é tanto as opções que ela possui quanto as que não possui, mas entenda que assim somos todos nós: um milhão de "seres e não seres", um monte de escolhas e a falta delas. Então, finalmente, por mais clichê que isso possa parecer, deixa. Me deixa escolher ser eu.
"clac"
Um comentário:
ja li e reli umas três vezes! muito bom!!!
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